quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

MIT trabalha na reinvenção da Inteligencia Artificial

Faz cinqüenta anos desde que Herbert Alexander Simon previu que até o final da década de 60 "as máquinas seriam capazes de executar qualquer trabalho que o homem pode desempenhar", e suas palavras são consideradas como o ponto de partida no campo de pesquisa da Inteligência Artificial.

Infelizmente, ou felizmente (para alguns) Simon não acertou. É verdade que o ramo de estudos da Inteligência Artificial tem feito grandes progressos nos últimos anos, mas o número de conquistas que eram esperadas e que finalmente se materializaram foi relativamente modesto. Os especialistas acreditam que várias coisas correram mal desde o início, no campo da Inteligência Artificial, o que dificultou o seu desenvolvimento.

Agora, cinqüenta anos após seu nascimento, o MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts) quer reinventar as bases da Inteligência Artificial e para tanto lançaram um novo projeto batizado de Mind Machine Project (MMP), que já conta com um financiamento de 5 milhões de dólares e uma equipe de acadêmicos, estudantes e pesquisadores de alto nível.

A idéia é voltar no tempo e revisar com uma lupa os fundamentos básicos da pesquisa na área de Inteligência Artificial para realizar correções e avançar nos próximos anos, nas três áreas fundamentais da IA (mente, memória e "corpo") e propor novos modelos que os coloquem para trabalhar juntos. Pretende-se ainda descartar o Teste de Turing, teste para determinar se uma máquina tem inteligência ou não. Finalmente o projeto MMP, que tem duração de cinco anos, não se concentra apenas no trabalho teórico, mas também em muito trabalho prático. Por exemplo, já estão desenvolvendo uma nova tecnologia de "assistência cognitiva", concebida inicialmente para pessoas que sofrem de Alzheimer.

A comunidade científica tem tudo para evoluir bastante na área de estudos da Inteligência Artificial, reconhecendo que nem tudo foi bem feito, eles concentrarão os esforços para restabelecer os pilares que sustentam a IA tendo em conta os fracassos do passado e os avanços obtidos em diferentes áreas que podem fazer importantes contribuições.

Fontes:

1 comments:

Cláudio Gonzaga disse...

Muito interessante, grandes possibilidades com essa abordagem, que parece ser a tendência atual. Acho que o grande erro, talvez, consistiu no fato de a IA não ter nascido bio-inspirada, não ter se baseado no cérebro, mas na lógica matemática.
Mesmo as redes neurais artificiais são muito distantes das naturais.
E esse problema da AI se reflete até na formação: o bacharel em ciência da computação ou engenharia deveria saber muito de psicologia, linguística, neurofisiologia, decodificação neural.
Parabéns pelo excelente blog!
Aproveito o espaço para divulgar o meu: http://neurofronteiras.blogspot.com.